quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O que são tecidos ?

Tecidos são células que atuam  de maneira integrada, desempenhando determinadas funções. Algumas tecidos são formados por células que possuem a mesma estrutura, outros são formados por células que têm diferentes formas e funções, mas que juntas colaboram na realização de uma função geral.

Os tecidos animas podem ser classificados em quatro tipos principais :
- Tecidos epiteliais
- Tecidos conjuntivos
- Tecidos musculares
- Tecido nervoso
no qual, neste blog daremos ênfase no Tecido Epitelial e Tecido conjuntivo ( adiposo, cartilaginoso e ósseo )

Tecido epitelial
Segundo Paulo Jubilut, quando se fala em tecido epitelial, nós nos lembramos da pela, porém a pela não é tecido epitelial, ela " possui " tecido epitelial, como ela é um conjunto de tecidos, ela possui, tecido conjuntivo, que é a derme , tecido nervoso, tecido muscular, a pela é um orgão e não um tecido. Sendo assim, o tecido epitelial faz parte da pele.
O tecido epitelial, denominado epitélio, é formado por um conjunto de células semelhantes e justapostas, ou seja, uma camada de células coesas entre si, revestindo externamente a estrutura corporal de muitos vertebrados (por exemplo, do ser humano), realizando também a delimitação das cavidades internas, bem como formação dos órgãos e glândulas.

Características das células que compõe o tecido epitelial

- Justapostas : as células epiteliais que compõem nossa pele são extremamente unidas, principalmente porque a membrana plasmática das células epiteliais possuem especializações ( como o desmossomo, interdigitações ) para deixar essas células unidas.
       Sendo assim, se as células do tecido epitelial são extremamente justapostas, significa que elas tem pouca substâncias entre elas, ou seja, elas possuem baixa substâncias intestinais ( água, sais minerais, vitaminas, proteinas )
- Avascular : não possuem vasos sanguíneos.
OBS: Você pode está se perguntando " Então como é que ela sobrevive ? , O tecido epitelial, sobrevive porque a baixo dele exite o tecido conjuntivo altamente vascularizado que irá passar oxigênio e nutrientes para o tecido epitelial, através do processo chamado " Difusão ", aonde os solutos passam de onde sem encontram mais concentrados ( que no caso é no tecido conjuntivo ), para onde se encontra menos concentrados ( tecido epitelial ).

Tipos de Células que formam o tecido epitelial


- Células pavimentosas : são células achatadas. Quando há uma célula achatada formando o tecido epitelial, chamace o tecido de, tecido epitelial pavimentoso. São essas células que formam o tecido epitelial da nossa pele.
- Célula epitelial cúbica : Possuem formatado de cubo.
- Células prismáticas ou células colunares : Possuem formato de um prisma ou de uma coluna. Esse tipo de célula é muito encontrado no tecido epitelial que revesti as nossas camadas respiratórias, o nosso sistema respiratório.
Curiosidade :
Fumantes sofrem de uma patologia chamada Metaplásia.
Metáplasia ocorre quando uma célula que está sofrendo ação de algum agente externo, altamente tóxico, modifica o seu formato. Quando uma pessoa fuma as toxinas que há na fumaça do cigarro fazem com que as células do sistema respiratório  ( células prismáticas ) se transformem em células pavimentosas.
E novamente você deve está se perguntando " E dai? Qual o problema? "
O problema é que as células prismáticas formam cílios que são extremamente importantes para a proteger as vias respirátorias, no caso do fumante, as toxinas aspiradas por ele transformarem as células prismáticas em pavimentosas, elas não possuem capacidade de produzir cílios, em consequência a isso, o sistema respiratório do fumante ficará desprotegido das impurezas presentes no ar.

Classificação quanto a organização das células para formar o tecido epitelial

- Tecido epitelial simples : é composto por uma única camada de célula
             Geralmente, quando o tecido epitelial é do tipo simples, é porque ele faz absorção de algo ou troca substâncias com outros tecidos, como por exemplo, os alvéolos pulmonares, onde ocorrem trocas gasosas.
- Tecido epitelial pseudoestratificado : é formado por uma unica camada de células, mas essas células ficam em alturas diferentes, a posição do núcleo é diferente, parece que ele é feito por várias camadas celulares, mas não é, nós encontramos esse tipo de tecido revestindo nosso sistema respiratório.
- Tecido estratificado : é formado por várias camadas celulares.
           Geralmente, iremos encontrar o tecido epitelila estratificado em locais onde se precisa proteger, que é o caso de nossa pele.

Curiosidade

O " calo " : nada mais é do que tecido epitelial estratificado, que serve para proteger uma região que recebe muito atrito.

Tecido Epitelial Ósseo

É um tecido conjuntivo resistente em virtude da impregnação da sua substância fundamental pelos sais de cálcio, principalmente o fosfato e o carbonato de cálcio.
Os ossos têm como funções sustentar o organismo, servir de alavancas movidas pelos músculos para os movimentos, proteger certas estruturas como o sistema nervoso central e servir de reservatório de íons de cálcio para o organismo. Sem cálcio no plasma sanguíneo, não há possibilidade de funcionamento do metabolismo, uma vez que este íon entra em um grande número de sistemas enzimáticos. Ainda mais, o nível de cálcio no sangue tem que ser mantido constante dentro de limites de máximo e mínimo, rígidos.
Havendo excesso de íons de cálcio noplasma, eles são deslocados para os cristais do tecido ósseo e viceversa. Este mecanismo, como o do crescimento, são controlados por hormônios.

1) MORFOLOGIA:
Consideraremos a substância fundamental, ou colágena, e as células ósseas, ou osteócitos.
Substância fundamental:

É essencialmente resistente em virtude da sua impregnação pelos sais calcários, tomando o nome de osseína. O tecido ósseo origina-se de uma transformação metaplástica do tecido conjuntivo. Ele apresenta características especiais que o identificam facilmente entre os demais tecidos:
- Substância colágena calcificada (osseína);
- Resistência acentuada, constituindo o arcabouço dos animais vertebrados;
- Consistência dura;
- Presença do sistema de Havers na sua estrutura.

Sistema de Havers: ao examinarmos, no microscópio, um corte transverso de um osso longo, vamos observar que a substância fundamental está constituída de "lamelas" (“laminas”), formando cilindros concêntricos em volta de um orifício central - o canal central de Havers, onde transitam vasos e nervos. A este conjunto denominamos de sistema de Haversou osteônios. Observamos, ainda, em torno do canal central, cavidades abrigando, no seu interior, células. Estas cavidades ovalares comunicam-se com o canal de Havers por meio de canalículos.





Células ósseas:
Distinguem-se três variedades de células ósseas disseminadas na substância fundamental:

Osteoblastos: são células situadas na periferia do osso e relacionadas com o seu crescimento;

Osteócitos: são células situadas em plena substância fundamental, alojadas em cavidades ovalares.

A célula óssea é estrelada, possuindo prolongamentos que penetram nos canalículos ósseos anastomosandose uns com os outros.

Osteoclastos: são células volumosas, multinucleadas, que entram em atividade na fase de reabsorção óssea.

2) VARIEDADES:

Admitem-se três variedades de tecidoósseo: embrionário, compacto e esponjoso.


Folheto Germinativo


a)Tecido embrionário:

Existe no osso jovem e no calo das fraturas.

b) Tecido compacto:
É constituído por lâminas ósseas, formando cilindros concêntricos e canais de Havers. É encontrado na Diáfise dos ossos longos e nas camadas periféricas dos ossos curtos e chatos.

c) Tecido esponjoso:
É menos resistente, poroso, e desprovido de sistema de Havers. É encontrado na epífise dos ossos longos e nos ossos curtos.



3) PERIÓSTEO:

É uma membrana fibrosa que recobre a superfície óssea, exceto em extremidades particulares. O periósteo possui uma vascularização especial, o que lhe permite funcionar como elemento regenerador do osso quando este se fratura. Os seus vasos capilares penetram nos canais de Havers assegurando a nutrição do osso.








4) MEDULA ÓSSEA:

É uma substância de consistência mole, de natureza conjuntiva e rica em células adiposas. Está alojada no canal medular dos ossos longos, sendo encontrada em menor quantidade no tecido ósseo esponjoso. É um tecido de função hematopoiética, isto é, responsável pela formação das células sanguíneas.

5) HISTOFISIOLOGIA:

Os fenômenos da calcificação, crescimento ósseo e outras funções.

a) Calcificação e ossificação:
O depósito da substância calcaria na substância fundamental constitui a calcificação, enquanto que a ossificação consiste na importa na disposição da referida substância após a impregnação calcaria.

A ossificação pode ser:
·         Intramembranosa – Quando o tecido ósseo surge no meio do mesênquima (não diferenciado). É o que ocorre com os ossos da abóbada craniana.

·           Endocondronal – Quando o tecido ósseo se desenvolve sobre um molde cartilaginoso, sendo esta  modalidade observada na maioria dos ossos.

b) Crescimento do osso:

O osso cresce em comprimento e espessura. Inicialmente, a ossificação se inicia a partir de determinados pontos chamados "pontos de ossificação". Posteriormente, quando o osso encontra-se delineado, o seu crescimento se faz em comprimento por intermédio da cartilagem de conjugação. Esta se encontra situada entre a epífise e a diáfise dos ossos longos.
Quanto ao crescimento em espessura, depende do periósteo por meio da sua camada osteogênica. O crescimento se completa aos 20 anos na mulher e aos 23 no homem, sendo influenciado pela hipófise, tireóide e paratireóides.

c) Regeneração óssea:

O osso tem um poder regenerativo extraordinário. Ele pode recompor-se totalmente após uma fratura. Neste caso, formam-se, entre as duas extremidades fraturadas, o calo ósseo. Inicialmente, é um calo mole ou conjuntivo; posteriormente, ele se torna consistente pela impregnação calcaria, donde a denominação de calo duro ou calo ósseo. Finalmente, esta formação de aspecto anormal se reduz, voltando o osso à sua normalidade.






6) FRATURA E REMODELAÇÃO ÓSSEA

O tecido ósseo apresenta alto grau de regeneração. Se lesado por traumatismo, ocorre na região hemorragia devido à ruptura de vasos do periósteo. Os restos celulares e coágulos sanguíneos são removidos pela ação de macrófagos. A seguir, células do periósteo, do endósteo e do tecido mielóide (medula óssea) diferenciam-se em células osteoprogenitoras e osteoblastos que passam a secretar o osteóide. Após calcificação, forma-se o calo ósseo que une ou consolida os fragmentos originados pela lesão. O tecido ósseo do calo é primário.
Submetido, o osso, a trações e tensões, surgem osteoclastos que reabsorvem o calo, originando-se em seu lugar, osso secundário. Trata-se daremodelação do calo ósseo, cuja eficiência depende de inúmeros fatores (nutricionais, endócrinos, etários, etc.). A remodelação óssea é mais intensa durante o crescimento do osso, continua-se depois, no adulto, principalmente no osso esponjoso, destruindo e reorganizando trabéculas ósseas sob a ação de estímulos mecânicos que são traduzidos para estímulos elétricos na intimidade do tecido. Por esse processo, o osso acaba adquirindo a forma que possui no adulto, além de poder modificá-la constantemente durante a vida, principalmente devido a tensões mecânicas a que está submetido.

Esta remodelação, para fazer frente a novas situações mecânicas, foi denominada lei de Wolff. 
Tecido Epitelial Cartilaginoso


O tecido cartilaginoso é uma forma especializada de tecido conjuntivo de consistência rígida. Desempenha a função de suporte de tecidos moles, reveste superfícies articulares onde absorve choques, facilita os deslizamentos e é essencial para a formação e crescimento dos ossos longos. A cartilagem é um tipo de tecido conjuntivo composto exclusivamente de células chamadas condrócitos e de uma matriz extracelular altamente especializada.

É um tecido avascular, não possui vasos sanguíneos, sendo nutrido pelos capilares do conjuntivo envolvente (pericôndrio) ou através do líquido sinovial das cavidades articulares. Em alguns casos, vasos sanguíneos atravessam as cartilagens, indo nutrir outros tecidos. O tecido cartilaginoso também é desprovido de vasos linfáticos e de nervos. Dessa forma, a matriz extracelular serve de trajeto para a difusão de substâncias entre os vasos sangüíneos do tecido conjuntivo circundante e os condrócitos. As cavidades da matriz, ocupadas pelos condrócitos, são chamadas lacunas; uma lacuna pode conter um ou mais condrócitos. A matriz extracelular da cartilagem é sólida e firme, embora com alguma flexibilidade, sendo responsável pelas suas propriedades elásticas. As propriedades do tecido cartilaginoso, relacionadas ao seu papel fisiológico, dependem da estrutura da matriz, que é constituída por colágeno ou colágeno mais elastina, em associação com macromoléculas de proteoglicanas (proteína + glicosaminoglicanas). Como o colágeno e a elastina são flexíveis, a consistência firme das cartilagens se deve às ligações eletrostáticas entre as glicosaminoglicanas das proteoglicanas e o colágeno, e à grande quantidade de moléculas de água presas a estas glicosaminoglicanas (água de solvatação) que conferem turgidez à matriz.

As cartilagens (exceto as articulares e as peças de cartilagem fibrosa) são envolvidas por uma bainha conjuntiva que recebe o nome de pericôndrio, o qual continua gradualmente com a cartilagem por uma face e com o conjuntivo adjacente pela outra. As cartilagens basicamente se dividem em três tipos distintos: 1) cartilagem hialina; 2) fibrocartilagem ou cartilagem fibrosa; 3) cartilagem elástica.






1)     CARTILAGEM HIALINA:

É o tipo mais frequente encontrado no corpo humano.
Tem coloração branco-azulada e translúcida a fresco.
Forma o primeiro esqueleto do embrião.
No adulto, é encontrada na parede das fossas nasais, traquéia e brônquios, na extremidade ventral das costelas e recobrindo as superfícies articulares dos ossos longos.
É formada por fibrilas de colágeno tipo II associadas ao ácido hialurônico, proteoglicanas muito hidratadas e glicoproteínas.
O alto conteúdo de água de solvatação das moléculas de glicosaminoglicanas atua como um sistema de absorção de choques mecânicos.
É envolvida por uma camada de tecido conjuntivo denso, o pericôndrio, que é fonte de condrócitos para o crescimento e responsável pela nutrição, oxigenação e eliminação de refugos metabólicos de cartilagem e  também é rico em fibras de colágeno tipo I na parte superficial e mais rico em células à medida que se aproxima da cartilagem.
O crescimento da cartilagem pode ser intersticial, por divisão mitótica dos condrócitos preexistentes ou aposicional, que se faz a partir de células dos pericôndrio.

2)     FIBROCARTILAGEM OU CARTILAGEM FIBROSA

É encontrada nos disco intervertebrais, nos pontos em que alguns tendões e ligamentos se inserem os ossos, e na sínfise pubiana;
Está sempre associada a conjuntivo denso;
Os condrócitos formam fileiras alongadas;
É acidófila, por conter grande quantidade de fibra colágena;
A substancia fundamental amorfa é escassa e limitada à proximidade das lacunas;
Na fibrocartilagem não existe pericôndrio.





3) CARTILAGEM ELÁSTICA

É encontrada no pavilhão auditivo, no conduto auditivo externo, na tuba auditiva, na epiglote e na cartilagem cuneiforme da laringe;
Além de fibrilas de colágeno, possui uma abundante rede de fibras elásticas continuas com as do pericôndrio;
Tem coloração amarelada a fresco;
A coloração usada para examiná-la é a orceína;

O crescimento ocorre principalmente por aposição.

TECIDO EPITELIAL ADIPOSO




O tecido adiposo faz parte do grupo de subtipos de tecidos conjuntivos reunidos sob a denominação Tecido conjuntivo de propriedades especiais.
É constituído de células denominadas adipócitos, separadas entre si por pequena quantidade de matriz extracelular. Esta é constituida em grande parte por uma rede de delgadas fibras reticulares formadas principalmente por colágeno tipo III e pouco observáveis ao microscópio de luz com colorações rotineiras. Além dos adipócitos, são encontradas quantidades menores de outras células residentes e transientes do tecido conjuntivo.
Os adipócitos se caracterizam por acumular lipídios em seu citoplasma, sob forma de pequenas gotas suspensas no citosol. Estas gotas não são revestidas por membranas e são, portanto, consideradas inclusões. Estes lipídios são em sua maior parte triglicerídios, também chamados gorduras neutras, formados por moléculas de glicerol unidas por ligações éster a cadeias de ácidos graxos.

O número e tamanho das gotas de lipídios nos adipócitos pode variar consideravelmente. Quando os adipócitos se desenvolvem acumulam lipídios e há numerosas pequenas gotas deste material no citoplasma.

No tecido adiposo unilocular estas gotas acabam se fundindo em uma grande gota que ocupa a maior parte do adipócito, deslocando o restante do citoplasma e o núcleo para a periferia da célula.
No tecido adiposo multilocular os adipócitos mantêm muitas pequenas gotas de lipídios no citoplasma e o núcleo ocupa diferentes posições na célula, seja no centro ou na periferia.
Os tecidos adiposos uni e multilocular têm grandes diferenças funcionais, além da diferente distribuição e tamanho das gotas de lipídios.

O tecido unilocular predomina muito em quantidade sobre o multilocular. Constitui o que se chama habitualmente de "gordura". Macroscopicamente sua cor é frequentemente amarela devido a pigmentos e vitaminas (principalmente vitamina A) dissolvidos nos lipídios e por esta razão também é denominado de gordura amarela. É o principal reservatório de lipídios para serem usados como fonte de energia. É encontrado espalhado em quase todo o organismo e, além disso, concentra-se em algumas partes onde forma coxins de apoio (nas palmas das mãos, planta dos pés e nádegas), na cavidade abdominal (especialmente em estruturas denominadas epiplons e em torno de órgãos desta cavidade), nas camadas profundas da pele (camada subcutânea), na parte posterior dos globos oculares.

Além de reservatório energético e servir como coxins de apoio o tecido adiposo unilocular serve para preenchimento de locais entre órgãos e sustentação de órgãos. Há diferenças sexuais na distribuição de tecido adiposo unilocular. 


Na espécie humana o tecido adiposo multilocular é encontrado quase que somente em recém nascidos. É encontrado regularmente em espécies animais que hibernam. Sua localização é geralmente na região das cinturas pélvica e escapular (por exemplo em torno da laringe e traquéia e em torno da adrenal). Sua função conhecida é "reanimar" animais que estejam no fim da fase de hibernação, por meio do aquecimento do sangue que passa pelos

numerosos capilares existentes neste tecido. Ao fim da hibernação os adipócitos deste subtipo de tecido adiposo recebem sinalização para metabolizar os lipídios e liberar energia térmica que é transmitida para o sangue, assim lentamente elevando a temperatura do resto do corpo. A coloração natural do tecido multilocular é mais escura e por esta razão também é denominado gordura parda ou marrom. 
As mitocôndrias das células do tecido adiposo multilocular transformam a maior parte da energia dos lipídios em energia térmica, em vez de produzir ATP, comportamento portanto diferente do que acontece na maioria das outras células do organismo, inclusive das células adiposas do tecido unilocular.

Os lipídios destas últimas são lisados e seus componentes (glicerol e ácidos graxos) são transportados isoladamente para o sangue onde são novamente reunidos formando micelas para serem distribuídos e usados por outras células como fonte de energia ou para fabricação de outras moléculas. Os lipídios do tecido unilocular tem grande mobilidade -são constantemente renovados por meio de novas moléculas que chegam à célula e de moléculas de lipídios que são quebradas e transportadas para o sangue. 

O tecido adiposo unilocular, da mesma forma como o multilocular, possui uma rica irrigação sanguínea formada principalmente por capilares. Além de agirem como reserva energética os adipócitos secretam vários hormônios.


Também conhecida por lipoesclerose, fibroedemaginóide ou lipodistrofia gnóide, a CELULITE é uma alteração histológica que ocorre no tecido subcutâneo onde a microcirculação dos capilares (pequenos e finos vasos) no tecido adiposo encontra-se deficiente.






TECIDO EPITELIAL

O tecido epitelial se caracteriza pela presença de células justapostas, entre as quais há pouca matriz extracelular. As células epiteliais geralmente aderem firmemente umas às outras por meio de junções intercelulares, possibilitando sua organização em folhetos.

Exemplo de Tecido Epitelial de Revestimento avascular.
Esta organização responde pela principal função dos epitélios que é o revestimento de superfícies, como ocorre no epitélio de revestimento da pele, trato gastrointestinal, entre outros. Entretanto, muitos epitélios apresentam ainda funções associadas, como absorção de moléculas (no intestino), secreção (nas glândulas), percepção de estímulos (por exemplo, neuroepitélio olfatório e o gustativo) e contração (células mioepiteliais).
Origina-se embriologicamente a partir dos 3 folhetos embrionários: ectoderme forma a epiderme, o epitélio da boca e das fossas nasais; mesoderme, forma o epitélio do sistema digestivo e respiratório; e endoderme, origina o tecido que reveste cavidades corpóreas fechadas e partes do sistema urogenital.
Os epitélios se caracterizam por: serem avasculares e, por isso, normalmente são nutridos pelo conjuntivo subjacente; apresentarem pouca matriz extracelular; possuírem alta capacidade de regenerativa; estarem frequentemente apoiados sobre uma membrana basal, que os separa do conjuntivo. No caso dos epitélios que revestem as cavidades de órgãos ocos, esta camada de tecido conjuntivo recebe o nome de lâmina própria.
Como geralmente não se podem distinguir os limites entre as células epiteliais por meio de microscopia de luz, a forma dos seus núcleos dá, indiretamente, uma idéia da forma das células. A forma dos núcleos também é de grande utilidade para se determinar se as células epiteliais estão organizadas em camadas, um critério morfológico fundamental na sua classificação.
Muitos epitélios apresentam modificações na superfície livre (microvilosidades, estereocílios, cílios e flagelos) e de contato entre suas células (junções intercelulares = zona de oclusão, de adesão, desmossomo).

Epitélios são classificados em dois grupos principais, de acordo com sua estrutura e função: epitélios de revestimento e epitélios glandulares. Esta divisão é arbitrária, pois há epitélios de revestimento nos quais todas as células secretam (estômago), ou em que há algumas células glandulares espalhadas entre as células de revestimento (células mucosas no intestino e traquéia).


Os epitélios de revestimento se diferenciam de acordo com o número de camadas celulares que apresenta. Essa diferenciação varia de acordo com a função do tecido.